Em 1º de março de 1565, o jovem capitão Estácio de Sá saltou à terra ao lado do Pão de Açúcar. Nos dias anteriores, sua pequena frota fora surpreendida por uma violenta tempestade. A missão: fundar o Rio de Janeiro. Se fracassasse, a jovem cidade de São Paulo não conseguiria sobreviver. Ele ainda não sabia, mas estava para enfrentar uma guerra de dois anos. Esta é a história de como nasceu o sudeste do Brasil.

O NASCIMENTO DE UMA CIDADE. Primo do governador Mem de Sá, Estácio mal tinha chegado à idade adulta quando fundou o Rio. Era um rapaz inseguro com missão perigosa. Terminou morto na batalha que garantiu a conquista  da Guanabara e a sobrevivência de São Paulo.

O GÊNIO. Salvador de Sá não tinha 20 quando venceu o maior corsário do mundo em batalha. Governador do Sul do Brasil, conquistou Angola com um exército de índios aos 40. Quase deu um um golpe de Estado em Portugal. E fez o primeiro desfile de carros alegóricos do país.

O GÊNIO. Salvador de Sá não tinha 20 quando venceu o maior corsário do mundo em batalha. Governador do Sul do Brasil, conquistou Angola com um exército de índios aos 40. Quase deu um um golpe de Estado em Portugal. E fez o primeiro desfile de carros alegóricos do país.

GUERRAS SANGRENTAS. O Brasil não foi conquistado pacificamente. Para povoar o sudeste, os portugueses tiveram de se aliar aos tupiniquins em sua guerra contra tupinambás. Só a guerra travada no Rio durou dois anos. Não foi a única daquele tempo.

GUERRAS SANGRENTAS. O Brasil não foi conquistado pacificamente. Para povoar o sudeste, os portugueses tiveram de se aliar aos tupiniquins em sua guerra contra tupinambás. Só a guerra travada no Rio durou dois anos. Não foi a única daquele tempo.

CARÁTER. Em São Paulo, os homens atiravam-se ao mato ignorando as ordens de Lisboa. No Rio, os governantes especializaram-se, com jogo de cintura, em mediar a relação paulista com o reino. As naturezas indômita de SP e a malemolente, do Rio, nasceram aí.

CARÁTER. Em São Paulo, os homens atiravam-se ao mato ignorando as ordens de Lisboa. No Rio, os governantes especializaram-se, com jogo de cintura, em mediar a relação paulista com o reino. As naturezas indômita de SP e a malemolente, do Rio, nasceram aí.

O POLÍTICO. Gago, com uma doença nas pernas que deixava feridas, foi do padre Manoel da Nóbrega a decisão de fundar São Paulo e Rio, estreitar os laços com os índios tupis e, a partir daí, usar seus conhecimentos da terra para colonizar o interior do Brasil, inventando um país.

A RAINHA. O maior desafio militar da carreira de Salvador foi enfrentar Nzinga, a rainha de 'Ngola que se vestia de homem e era  estrategista brilhante. Quando achavam que estava num ponto, aparecia no outro. Quando os capoeiristas apresentaram a ginga, pensavam nela.

A RAINHA. O maior desafio militar da carreira de Salvador foi enfrentar Nzinga, a rainha de 'Ngola que se vestia de homem e era  estrategista brilhante. Quando achavam que estava num ponto, aparecia no outro. Quando os capoeiristas apresentaram a ginga, pensavam nela.


Pedro Doria mostra muito bem como Rio e São Paulo estavam ligadas, como eram diferentes das capitanias do Nordeste, muito mais. O autor é jornalista, o que ajuda a tornar seu texto agradável, mas tanto quanto sei realizou uma síntese inédita, de qualidade, sobre os séculos iniciais do sul de nosso País.
— Renato Janine Ribeiro, USP

A fronteira entre a América espanhola e portuguesa foi definida pelos índios. É a fronteira que já existia entre tupis e guaranis. No Sem Censura, com Leda Nagle.

 
 

Sabemos incrivelmente pouco sobre como se organizavam os Tupis, principal povo indígena que vivia no litoral brasileiro. EBC.


Em alguns momentos, a narrativa faz lembrar o tom afetivo de antigos memorialistas cariocas, como Vieira Fazenda, Luis Edmundo, Gastão Cruls ou Vivaldo Coaracy. Mas ao contrário do passado um tanto harmonioso pintado pelos memorialistas, Pedro Doria nos mostra que o nascimento do Rio não foi nada tranquilo, envolvendo uma trama complexa e cruenta de guerra, conquista e dizimação.
— Elias Thomé Saliba, O Estado de S. Paulo

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A relação do Rio com Lisboa deu frutos para São Paulo. O Rio lidava com a metrópole em nome dos paulistas, o que possibilitou que estes últimos pudessem seguir em suas bandeiras desobedientes. O Rio foi o intermediário que amaciou a relação. Juntou o espírito libertário de São Paulo com a malemolência e o jogo de cintura para lidar com a Corte.

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Pedro Doria é editor do Meiocolunista de O GloboO Estado de S. Paulo, além da rádio CBN. É autor de sete livros, os últimos dedicados à história do Brasil. (Saiba mais.)